Quarta-feira, Novembro 11, 2009

OUVINDO O DANIEL:
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Fulano: Mas essa ambição é boa.
Daniel: Não quando se está olvidando de coisas essenciais.
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OUVINDO POR AÍ. (SOGRA DE UMA CONVERSANDO COM NORA DE OUTRA):
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Sogra de uma: É difícil ser sogra. A gente não sabe como agradar.
Nora de outra: Eu acho difícil ser nora.
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OUVINDO UM DIA DESSES:
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Beltrano: O Green Peace disse que a gente tem que usar os papéis higiênicos mais ásperos porque são melhores pro meio ambiente.
Ciclano (indignado): No dos outros é bom, né?!
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E OUVINDO O ORÁCULO JOHN O'DONOHUE:
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We 'cannot bear very much reality'. (*)
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(*) do livro BEAUTY. E o trecho continua: We 'cannot bear very much reality'. Neither, it seems, can we bear very much beauty. The glimpse, the touch of beauty is enough to quicken our hearts with the longing for the divine. Beauty never finally satisfies though she intensifies our longing and refines it" (grifo meu para ressaltar que precisamos conhecer a Beleza para que o nosso anseio possa se refinar.)
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Terça-feira, Novembro 10, 2009

Recebi este texto como sendo ORAÇÃO DE UM FREIRA. Se é verdade ou não, não sei, mas adorei - e pretendo rezá-la em idade mais avançada. Em resumo, o que ela pede a Deus é: Senhor, que eu não encha o saco de ninguém!

Oração de uma Freira

(Da autoria presumível de uma freira, foi descoberta entre as ruínas de um convento medieval na Itália):

"Senhor, sabes melhor do que eu que estou envelhecendo, e que, mais dia menos dia, farei parte dos velhos. Guarda-me daquela mania fatal de acreditar que é meu dever dizer algo a respeito de tudo em qualquer ocasião. Livra-me do desejo obsessivo de pôr ordem nos negócios dos outros.

Torna-me refletida e não ran­zinza, serviçal e não autoritária. Acho uma pena não utilizar toda a imensa reserva de sapiência que acumulei por longos anos, mas bem sabes, Senhor... faço questão de conservar alguns amigos. Segura-me quando eu começar a desfiar detalhes que não acabam mais, dá-me asas para ir direto ao fim.

Sela meus lábios acerca de minhas mazelas e doenças, embora essas aumentem sem cessar, e, com o passar dos anos, me dê certo prazer enumerá-las. Não me atrevo a pedir-te que eu chegue até a gostar de ouvir as outras quando desenrolam a ladainha dos próprios sofrimentos, mas ajuda-me a suportá-las com paciência.

Não me atrevo a reclamar uma memória melhor, dá-me, porém, uma crescente hu­mildade e menos suscetibilidade, quando a minha esbarrar na dos outros.

Ensina-me a gloriosa lição de que pode até acontecer que eu esteja enganada. Toma conta de mim. Não é que eu tenha vontade de virar santa (com certos santos é tão difícil de conviver!), mas um velho, além de velho, amargo, é com certeza uma das supremas invenções do diabo. Faze-me capaz de ver algo de bom onde menos se espera, e de reconhecer talentos em gente na qual estes não se percebem.

E dá-me a graça de proclamá-lo. Amém.

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Não entendi essas faixas brancas no post... Este blogspot anda doido.

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

QUANDO A PESSOA NÃO QUER ENXERGAR...
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Um amigo me contou que, em sua última viagem de avião, presenciou uma cena interessante - da qual podemos tirar algumas lições.
Na fileira de assentos atrás da dele, estava um jovem de seus 20 e poucos anos convesando com um senhor de seus 50 e poucos.
O jovem, amante de Che Guevara e das ideologias que acompanham esse camarada, falava do bem que o comunismo faz às pessoas. O senhor teve que interromper os elogios para dar seu testemunho: já tinha morado na Alemanha Oriental e não vira nada de bom no comunismo. A vida lá, segundo esse senhor, era dificílima, e as pessoas passavam por muitas restrições. "Não é tão bom assim como se pensa", ele ponderou para o garoto.
Mas o rapaz não deu o braço a torcer. Falou que "esses períodos" difíceis eram normais, faziam parte de uma necessária transição para um mundo melhor, faziam parte de uma dialética blá blá blá blá...
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O papo já é conhecido. Mas, e qual lição tiramos? Que tem gente que está subutilizando os sentidos. Tem olhos e tem ouvidos, mas não quer ver, nem ouvir.
E não quer, nem mesmo, parar para pensar.
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Já que andam falando do Muro de Berlim, sugiro o filme Adeus, Lênin. É excepcional.
Veja a sinopse, retirada daqui: Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.
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Sábado, Novembro 07, 2009

PROTESTO - ou: Em defesa do meu nome!
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Ontem me dei conta de que, este ano, conheci mais animal com o nome Rebeca do que pessoas. E isso me revolta! Foram duas cadelas e uma gata com o meu nome. Que mania é essa de colocar nome de gente em animal??? Aqui no meu prédio, há uma senhora que colocou o nome da cadela de "Sofia". Como que usam um nome tão bonito desses em uma cachorra?!? Que coisa mais brega!
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Imagina eu me encontrando com as cadelas ou com a gata: Oi, minhas xarás!
E elas:
- Au, au.
- Miau....
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Com os botões: Das duas, uma: ou o dono a-ma-va o nome "Rebeca", mas não teve chance de colocá-lo em uma filha ou uma neta, daí colocou na cadela, ou o dono odiava uma pessoa chamada "Rebeca" e, para se vingar, colocou esse nome no animal.
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Por favor, donos de animais: não dêem o meu nome a uma vaca!!!
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Sexta-feira, Novembro 06, 2009

ALEGRIA, ALEGRIA!
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Há 14 (repito: catorze!) anos esperava por este DVD. Só agora chegou ao Brasil, pela Livraria Cultura. E minha encomenda chegou hoje!!
Estou falando do seriado ORGULHO E PRECONCEITO, feito pela BBC: a melhor adaptação do livro da Jane Austen. Parece que o mundo anda conspirando a favor das fãs da Jane Austen...
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NAMORADOS - I
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Na segunda-feira, estava deitada na areia e, sem que eu quisesse, ouvi uma moça que estava próxima comentar com a amiga:
- Nossa, faz 4 anos que eu não venho à praia.
A outra ficou surpresa (eu também. Logo imaginei que ela tivesse morado em um país frio.) e perguntou o porquê disso, ao que a amiga explicou:
- Foi por causa do meu ex-namorado. Ele não gostava de praia, então eu também não vinha sozinha.
Com os meus botões: como é que alguém se permite uma coisa dessas morando em uma cidade litorânea(*)?...Quatro anos sem ir à praia...Que tristeza. Nem que eu namorasse o Homem das Montanhas, eu me faria um mal desses.
E logo em seguida a mulher que não foi à praia esse tempo todo comentou:
- Que besteira a minha, né? Gosto tanto de praia...
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(*) Pra quem não gosta de praia, isso não é problema nenhum. Mas pra quem gosta e deixa de ir 'sem motivo' é duro...
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NAMORADOS - II
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Esta cena eu vi no ônibus. A namorada era bem gordinha, e o namorado era bem magricelo. Eles estavam dividindo um copo de milk-shake.
Uma hora, quando era ele quem estava sorvendo a bebida, a namorada pegou de volta o copo com força e falou em um tom que todos no ônibus puderam ouvir:
- Dá aqui porque você já tomou demais.
Todo mundo no ônibus ouviu, e ficou quieto. Mas alguém que estava atrás de mim fez uma voz infantil e disse de brincadeira:
- Gulooosa.
Não sei quantos ouviram, mas eu tive que segurar o riso.
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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

A PRIMEIRA DAMA
Para uma mulher de 50 e poucos anos, que é muito querida por nós
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Existe, graças a Deus, gente fina no meio de nós! Gente que é naturalmente fina e elegante - porque elegância mesmo é sempre natural, nunca forçada. Gente educada por natureza, e não porque precisa fazer bonito em um jantar protocolar; gente educada em qualquer situação.
A essa pessoa fiz o texto que, cá entre nós, poderia estar na Point de Vue (*), e a imagem dessa pessoa, cheia de classe, desbancaria várias realezas da Europa. Com vocês, ela:
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Ela, além de bonita, é elegante, discreta e cheia de classe. Tem um quê de nobreza, com seus gestos refinados e seu extremo bom gosto. Seus modos delicados são marca de um agir-bem em sociedade. Seu jeito de se vestir torna-se referência por onde passa. Nenhuma mulher compra uma roupa sem antes se perguntar "o que ELA vestiria?". Ainda assim, ela nunca é arrogante, o que a torna ainda mais admirada. Quem é ela? Letizia Ortiz? Rania da Jordânia? Maxima da Holanda? Não. Ela é ELA. (**)
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(*) Point de Vue: uma revista francesa, tipo a nossa Caras, mas enquanto a gente só mostra artista da televisão, lá eles mostram muitas pessoas da realeza européia.
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(**) Não digo quem é para preservar sua identidade.
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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

POSTO QUE - PARTE 2
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Uma amiga de longe me enviou um email e, no final, escreveu assim: "e me desculpe se encontrar errinhos de português".
Minha gente, eu não virei caça-erros-de-português. Pelo menos não em emails. Até porque eu mesma estou sempre me corrigindo, e escrever em um blog é como exercitar-se, constantemente, na sua própria língua. O problema está, como disse, nesses autores de doutrinas jurídicas que não poupam termos eruditos, que nos fazem ir várias vezes ao dicionário, e, de repente, colocam toda essa pompa abaixo quando se esquecem da regra básica do "posto que". E isso não foi em um único livro, não. O erro está em vários. Assim como em várias jurisprudências, em várias petições, em vários textos acadêmicos da área.
Comentando sobre isso com um amigo, ele me mostrou o livro do professor Eduardo de Moraes Sabbag - REDAÇÃO FORENSE e ELEMENTOS DA GRAMÁTICA. É um livro bastante didático e voltado ao público do direito. Em sua terceira edição, na página285, há uma nota de rodapé alertando: "Cuidado! A expressão 'posto que', como se sabe, tem a acepção de 'ainda que', 'não obstante' ou 'embora'."
O alerta é justificado e deve ser repetido mais vezes, para que ninguém, diante de tantos "posto que" equivocados, passe a pensar que essa é a forma correta. Parodiando Rui Barbosa: De tanto ver triunfar os "posto que" equivocados, o homem chega a duvidar de seu uso correto, a rir-se da correção gramatical, a ter vergonha de sua rica língua portuguesa.

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Pior que o uso do "posto que" como "visto que" é ouvir um professor doutor falar: "pra mim fazer".
(A minha faxineira pode falar "pra mim fazer", mas um doutor não deveria...)

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Mas o pior mesmo é um presidente falar "menas gente".



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